Com apoio do Catalisa ICT, programa do Sebrae, empresa de tecnologia transforma resíduos da produção agrícola e agroindustrial em biofertilizantes e biopolímeros
A revolução do agronegócio brasileiro vai além da produção de alimentos, e empresas inovadoras estão cada vez mais presentes neste cenário.
Um exemplo disso é a BioUs, startup goiana que se destaca ao transformar resíduos da produção agrícola e agroindustrial em biofertilizantes e biopolímeros.
A empresa desenvolveu uma plataforma biotecnológica capaz de produzir biofertilizantes e biopolímeros utilizando bactérias “do bem”. Com isso, consegue criar um biopolímero 100% biodegradável.
Os biofertilizantes são substâncias naturais que ajudam no crescimento das plantas, enquanto os biopolímeros são materiais plásticos produzidos a partir de fontes renováveis. O reaproveitamento dos resíduos gera menos impacto ambiental.
Em 2021, a empresa validou a produção do biopolímero PHA (polihidroxialcanoato), com a ajuda do programa Catalisa ICT, projeto do Sebrae, a BioUs conseguiu comprovar a capacidade de produzir o material de forma eficiente e sustentável.
O PHA é um tipo de plástico biodegradável produzido por bactérias a partir de resíduos orgânicos, como os da agroindústria.
Esse biopolímero é uma alternativa ao plástico convencional, sendo completamente degradável no meio ambiente, o que reduz o impacto ambiental causado pelo descarte de plásticos comuns.
A validação da produção garante que a empresa possa produzir PHA de maneira escalável e com qualidade, abrindo portas para a comercialização e o uso em diversas aplicações.
Raimundo Lima, CEO da BioUs, explica que a participação no Catalisa ICT foi essencial para a transformação da empresa, que começou em 2013 com consultoria no campo.
Fonte: CanalRural